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MARK 1 - 1944 
Os primeiros computadores eletrônicos surgiram na mesma época na Alemanha, Inglaterra e nos Estados Unidos, lar do Mark 1. Com 4,5 toneladas, ele demorava seis segundos numa multiplicação!

 

ENIAC - 1946

Esse Eniac foi o primeiro computador "multiuso" - os anteriores apenas desempenhavam tarefas específicas, como cálculos de bombardeios em guerra.



EDVAC - 1946

Esse "filhote" do Eniac mudou o sistema de armazenamento de dados, trocando o sistema decimal (de 0 a 9) pelo sistema binário (0 ou 1). A mudança possibilitou a criação dos bits de informação.


TRANSISTOR - 1947

Os primeiros computadores usavam componentes enormes, as válvulas, para guardar informação e fazer contas. O transistor fazia a mesma coisa, mas era menor, mais barato e consumia menos energia.

 

LEO - 1951

As primeiras máquinas eram usadas na guerra ou nas universidades. Isso até a chegada do Leo, empregado numa empresa inglesa de alimentos, a primeira a usar um computador nos negócios.



WHIRLWIND - 1953

Esse computador era o mais rápido do seu tempo: ele fazia uma multiplicação em 0,025 segundo. Mas ainda era uma carroça, equivalente, hoje, à velocidade de um processador de 1 MHz.



TRADIC - 1955

Feito para a Força Aérea Americana, esse foi o primeiro computador a usar transistores. Com eles, os computadores tornaram-se mais rápidos, leves e econômicos.

 

CIRCUITO INTEGRADO - 1958

Com a invenção do CI - vários transistores integrados em uma única peça de silicone - aumenta a velocidade das máquinas.

 

PDP-1 - 1960

Conforme o computador ficava mais versátil, começavam a pipocar novas aplicações para a invenção. E não demorou a surgir o primeiro videogame: em 1960, já dava para jogar SpaceWar no PDP-1.

 

ATLAS - 1962

Foi nessa invenção inglesa que apareceu a primeira memória virtual, tecnologia usada até hoje e que permite trabalhar com diferentes programas ao mesmo tempo.



PDP-8 - 1965

Essa máquina foi a primeira a caber em cima de uma mesa - a façanha lhe rendeu o apelido de minicomputador. Barato, ele virou um sucesso comercial, com 300 mil unidades vendidas.
 
 

SYSTEM 360 - 1965

O circuito integrado é incorporado aos computadores nesse modelo da IBM. O desenvolvimento desse componente aumenta a velocidade de processamento e o espaço de armazenagem das máquinas.

 

MOUSE - 1968

O americano Douglas Engelbart lançou um aparelhinho chamado "bug". Ele não fez muito sucesso até os anos 80, quando ganhou o apelido de "mouse".

 

MICROPROCESSADOR - 1971

Com a diminuição dos circuitos integrados, a indústria consegue condensar milhares deles numa única peça, lançando o primeiro microprocessador, o Intel 4004.

 

ALTAIR 8800 - 1974

O microprocessador estreava no mundo dos computadores a bordo de um Altair 8800. Pequeno para a época, essa máquina abriu caminhos para a revolução do computador pessoal.

 

MICROSOFT - 1975

Dois estudantes americanos, Bill Gates, 19, e Paul Allen, 22,adaptam a linguagem basic para o Altair. Esse é o primeiro programa da Microsoft.

 

Apple II - 1977

O Apple II foi o primeiro microcomputador tal como o conhecemos. Pela primeira vez, a máquina tinha um teclado e podia ser ligada em um monitor - no caso, uma TV.

 

DISQUETE DE 31/2 - 1981

Em 1976, surge o disquete de 5 1/4 (13 cm de diâmetro). Em 1981, a Sony lança o modelo de 3 1/2 (9 cm de diâmetro).

 

IBM-PC - 1981

O PC põe a IBM na liderança do mercado de microcomputadores. O preço de 2 820 dólares era mais alto que o dos concorrentes, mas a máquina bombou: em 4 meses, foram vendidas 35 mil unidades.

 

XEROX 8010 - 1981

Para estrear nos computadores, o mouse precisou da primeira interface gráfica, a do Xerox 8010, que permitia interagir com a máquina por meio de imagens na tela.



OSBORNE 1 - 1981

A era dos micros mal havia começado e já surgia o primeiro computador portátil, o Osborne 1. Ele pesava 12 quilos, tinha uma tela de 5 polegadas e cabia numa maletinha.

 

WORD - 1983

A Microsoft de Bill Gates lança o Word Microsoft Office, primeiro programa do pacote que em poucos anos monopolizaria o mercado de programas para escritório.

 

MACINTOSH - 1984

A Apple lança o primeiro computador com mouse e interface gráfica voltado para o uso pessoal, fora das empresas. Ele era fácil de usar e incluía um programa de desenhar.

 

IMPRESSORA A LASER - 1984

Primeira impressora a laser compatível com os PCs, a Laserjet começa a desbancar as impressoras matriciais dos anos 70 e as de jato de tinta, também de 1984.




WINDOWS - 1985

O lançamento do Windows traz para o PC as vantagens da interface gráfica popularizada pela Apple. Hoje, 90% dos computadores funcionam com uma versão desse programa.



CD-ROM - 1985

Surgem os primeiros CD-ROMs, nova mídia com capacidade para 550 megabytes - 387 vezes a capacidade de um disquete de 3 1/2, mas apenas 12% da dos DVDs, lançados em 1996.

 

DESKPRO 386 - 1986

A Compaq lança o Deskpro 386, o primeiro da geração de "clones" do PC da IBM. Seu processador Intel de 32 bits era muito mais rápido que os de 16 bits da concorrente.



Internet - 1990

Desde 1969, um sistema de rede chamado Arpanet era desenvolvido em paralelo aos computadores. Em 1990, com a criação da linguagem HTML, a Internet é oficialmente inaugurada.



iPod - 2001

A indústria da música foi uma das mais afetadas pela internet. O iPod e outros tocadores de MP3 abrem a possibilidade de ouvir sons baixados da rede em qualquer lugar.

 

MICRO DE 100 DÓLARES - 2005

O desafio, agora, é democratizar o acesso aos computadores. Com estrutura simples, o MIT propõe um micro que custe 100 dólares. Mas ainda é só um conceito.




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A história do elevador, se você defini-lo como uma plataforma que pode mover pessoas e objetos para cima e para baixo, é na verdade uma história bem longa. Elevadores rudimentares estiveram em uso na Roma antiga desde 336 a.C., e a primeira referência a eles remete a um que foi construído pelo talentoso Arquimedes.

Esses primeiros elevadores eram vagões abertos em vez de fechados, e consistiam de uma plataforma com molinetes que podiam permitir que a cabine se movesse verticalmente. Esses molinetes geralmente eram movidos manualmente, por pessoas ou animais, ainda que às vezes fossem usadas rodas d’água. Os romanos continuaram usando esses elevadores simples por muitos anos, normalmente para mover água, materiais de construção ou outros materiais pesados de um lugar para outro.

Os elevadores dedicados a passageiros foram criados no século 18, com um dos primeiros sendo usado pelo rei Luís XV em 1743. Ele construiu um elevador em Versailles que poderia carregá-lo de seus aposentos no primeiro andar até os aposentos de sua amante, no segundo andar. Esse elevador não era muito mais avançado tecnologicamente do que aqueles usados em Roma. Para fazê-lo trabalhar, homens a postos em uma chaminé puxavam as cordas. Eles chamavam aquilo de “cadeira voadora”.

Não foi antes de 1800 que a tecnologia dos elevadores começou a avançar de verdade. Para começar, elevadores não precisavam mais funcionar manualmente. Em 1823, dois arquitetos britânicos, Burton e Hormer, construíram uma “sala ascendente” a vapor para levar turistas até uma plataforma para terem uma visão de Londres. Muitos anos depois, a invenção foi expandida pelos arquitetos Frost e Stutt, que adicionaram um cinto e um contrapeso ao vapor.


Logo, sistemas hidráulicos começaram a ser criados também, usando a pressão da água para subir e descer a cabine do elevador. No entanto, isso não era prático em alguns casos; fossos tiveram que ser cavados abaixo do poço do elevador, para permitir que o pistão puxasse de volta. Quanto mais alto o elevador fosse, mais fundo o fosso deveria ser. Assim, isso não era uma opção viável para prédios altos em cidades grandes.

Então a despeito dos sistemas hidráulicos serem um pouco mais seguros do que os a vapor/cabo, os a vapor com cabos e contrapesos continuaram sendo usados. Eles tinham apenas um grande defeito: os cabos poderiam romper, e às vezes o faziam, o que causava a queda do elevador até o fundo do poço, matando passageiros e danificando materiais de construção ou outros itens que estivessem sendo transportados. Desnecessário dizer que ninguém estava ansioso para pegar esses elevadores perigosos, então nessa época elevadores de passageiros ainda eram uma novidade.

O homem que resolveu o problema da segurança dos elevadores, tornando possíveis os arranha-céus, foi Elisha Otis, que é conhecido como o inventor do elevador moderno. Em 1852, Otis apareceu com um design que tinha um “freio” de segurança. Caso os cabos rompessem, uma moldura de madeira no topo da cabine do elevador iria pular para fora e acertar as paredes do poço, parando o elevador no caminho.

O próprio Otis demonstrou o dispositivo, que ele chamava de “molinete de segurança”, na New York World’s Fair, em 1854, quando ele subiu em um elevador improvisado e pediu que cortassem as cordas. No lugar de despencar para a morte, como a audiência acreditou que ia acontecer, seu molinete de segurança saiu, segurando o elevador em um segundo. Desnecessário dizer que a multidão ficou impressionada.

Otis fundou sua própria companhia de elevadores, que instalou o primeiro elevador público em um edifício de Nova Iorque em 1874. A Otis Elevator Company é conhecida até hoje como a maior produtora de elevadores do mundo.

Enquanto o design do elevador com cabo permaneceu, muitos outros avanços foram feitos; o mais óbvio sendo que os elevadores agora utilizam eletricidade no lugar de vapor, uma mudança que começou a acontecer na década de 1880. O elevador elétrico foi patenteado por Alexander Miles em 1887, ainda que um tenha sido construído pelo inventor alemão Werner von Siemens em 1880.

O molinete de segurança de Otis também não foi o fim das inovações em segurança. Hoje, é praticamente impossível que um elevador despenque e mate seus passageiros. Agora existem múltiplos cabos de aço para segurar o peso do elevador, além de diferentes sistemas de freio que impedem que o elevador caia caso os cabos arrebentem de alguma forma. Se, a despeito disso tudo, o elevador cair, existem amortecedores no fundo do poço, tornando improvável que alguém morra e reduzindo as possibilidades de qualquer ferimento sério.


Via: Gizmodo
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Câmera Fotográfica

Talvez pelo fato de já termos nos acostumado a ter acesso fácil à tecnologia, muitas vezes não enxergamos a real importância das coisas. Você conseguiria imaginar como seria a vida sem a fotografia?

Seja para registrar um momento muito especial ou simplesmente para colocar no Orkut, lá estão as câmeras fotográficas: pequenas, grandes, profissionais ou não, analógicas, digitais, embutidas no celular... 

A idéia por trás destas máquinas, ou seja, a idéia da fotografia surgiu por volta de 350 a.C, quando o filósofo grego Aristóteles criou um método de observar os eclipses solares sem prejudicar a visão: a câmara escura. Aristóteles fez um pequeno furo na câmara, no qual a luz passava e formava a imagem em seu interior. Este método foi importante pelo fato de ter sido por meio dele que foi possível se conhecer os princípios óticos. 


A câmara escura foi a primeira máquina fotográfica da história, se assim podemos dizer. Com seu aperfeiçoamento, como a criação de lentes, por exemplo, o que proporcionou imagens mais nítidas, surgiu outra necessidade: como fixar as imagens? 

Thomas Wedgwood deu um importante passo nesse sentido, tendo usado, no início do século XIX, a substância química nitrato de prata para fixar as imagens da câmara escura. Entretanto, este processo durava várias horas! 

Outros nomes importantes na história da fotografia foram Louis Jacques Mandé Daguerre, que passou a usar vapor de mercúrio e tiossulfato de sódio na fixação das imagens, o que reduziu o tempo de revelação para apenas alguns minutos; além do inglês Willian Henry Fox-Talbot, que criou um eficiente mecanismo de fixagem, o qual produzia os famosos “negativos”. 

Falando especificamente das câmeras fotográficas, podemos dizer que tais dispositivos surgiram no final do século XIX, por meio de George Eastman, fundador da Kodak Company. Eastman teve a idéia de criar uma longa camada de nitrato de celulose, e a cada foto, tal camada era enrolada em uma espécie de carretel. Por um preço de 25 dólares, as câmeras de Eastman ficaram conhecidas pela sua simplicidade: bastava que o usuário apertasse o botão e pronto. Tal fato foi importante para a difusão das câmeras fotográficas em todo o século XX. 


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Calculadora
Se realizar certos cálculos complexos com o auxílio das calculadoras já não é algo tão simples assim, imagine como seria a vida de matemáticos e engenheiros sem o dispositivo. Felizmente, os instrumentos de cálculos facilitam a vida do homem desde a Idade Antiga. 
Podemos dizer que o ábaco foi a primeira calculadora da história. Este instrumento, criado pelos chineses no século 6 antes de Cristo, dispunha de fios paralelos e arruelas deslizantes que eram capazes de realizar contas de adição e subtração. Embora fosse um instrumento bastante limitado, o ábaco acabou sendo o principal mecanismo de cálculo durante os 24 séculos seguintes. 


Em 1642, a calculadora, ou melhor, o ábaco, sofreu uma grande evolução, por meio do francês Blaise Pascal. Filho de um cobrador de impostos, Pascal idealizou uma máquina automática de cálculos para ajudar seu pai em sua profissão. A invenção de Pascal foi importante pelo fato de a mesma realizar os cálculos de forma rápida, algo bem diferente do que se via na utilização do ábaco. 

Mesmo assim, a máquina de Pascal também realizava apenas operações de adição e subtração. Foi só em 1671 que o filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz desenvolveu um mecanismo capaz de realizar as outras operações: a “roda graduada”. 

No fim do século XIX e início do século XX, as calculadoras eram objetos de uso bastante restrito. Foi nos anos seguintes, com a criação de máquinas cada vez menores e mais baratas, que a calculadora se transformou no popular instrumento que conhecemos atualmente.


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O jesuíta belga Ferdinand Verbiest teria sido um dos precursores do trem em Pequim, ao idealizar em 1681 uma máquina auto-propulsora a vapor. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris uma máquina a vapor para o transporte de munições. 

Após várias tentativas fracassadas, Richard Trevithick, engenheiro inglês, conseguiu em 1804, construir uma locomotiva que conseguiu puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e setenta passageiros à velocidade vertiginosa de 8 km por hora usando para o efeito carris fabricados em ferro-fundido. Esta locomotiva, por ser muito pesada para a linha-férrea não teve grande sucesso.

Outro inglês, John Blenkinsop, construiu uma locomotiva em 1812 que usava dois cilindros verticais que movimentavam dois eixos, unidos a uma roda dentada que faziam acionar uma cremalheira. Esta máquina usava também carris de ferro-fundido, que vieram substituir definitivamente os trilhos em madeira usados até aí. Estes trilhos ou linhas de madeira tinham sido desenvolvidos na Alemanha por volta do ano de 1550, serviam carruagens que eram puxadas por animais, principalmente por cavalos, mas também por vezes, à força de braços.


No entanto, o passo de gigante para o desenvolvimento da locomotiva e por conseqüência do trem, seria dado por George Stephenson. Este inglês, mecânico nas minas de Killingworth, construiu a sua primeira locomotiva a quem chamou Blucher, corria o ano de 1814. A Blucher, que se destinava ao transporte dos materiais da mina, conseguiu puxar uma carga de trinta toneladas à velocidade de 6 quilômetros por hora. Stephenson viria a construir a primeira linha férrea, entre Stockton e a região mineira de Darlington, que foi inaugurada em 27 de Setembro de 1825 e tinha 61 km de comprimento; quatro anos mais tarde, foi chamado a construir a linha férrea entre Liverpool e Manchester. Nesta linha foi usada uma nova locomotiva, batizada Rocket, que tinha uma nova caldeira tubular inventada pelo engenheiro francês Marc Seguin e já atingia velocidades da ordem dos 30 km/hora.

No início do século XIX, as rodas motrizes passaram a ser colocadas atrás da caldeira, permitindo desta forma aumentar o diâmetro das rodas e, consequentemente, o aumento da velocidade de ponta. O escocês James Watt, com a introdução de várias alterações na concepção dos motores a vapor, designadamente na separação do condensador dos cilindros, muito contribuiu também para o desenvolvimento dos caminhos de ferro. A partir daqui, a evolução do trem e das linhas ferroviárias tornou-se efetiva, transportando o progresso à volta do globo: A meio do século XIX já existiam muitos milhares de quilômetros de via férrea por todo o mundo: Em Inglaterra, 10 mil; nos EUA, 30 mil. Neste último, com a colonização do Oeste, esta cifra atingiu mais de 400 mil quilômetros no início do século XX.

Num ápice, as locomotivas passaram do vapor à eletricidade. No dia 31 de Maio de 1879, Werner von Siemens apresentou na Exposição Mundial de Berlim a primeira locomotiva elétrica. No entanto, o seu desenvolvimento só foi significativo a partir de 1890, mantendo-se a sua utilização até aos nossos dias. A invenção da locomotiva elétrica não é pacífica: há quem atribua igualmente esta invenção tanto ao norte americano Thomas Davenport como ao escocês Robert Davidson. Nos fins do século XIX, Rudolf Diesel inventou o motor de injeção a diesel e com ele novas locomotivas foram desenvolvidas usando esta nova tecnologia; foram também criadas locomotivas que utilizavam os dois conceitos (elétrico e diesel), sendo por isso bastante versáteis. Estas máquinas começaram a ganhar terreno às velhinhas locomotivas a vapor que no entanto, por exemplo em Portugal, se mantiveram no ativo até 1977, ano em que foram definitivamente afastadas, acusadas de serem causadoras de diversos incêndios.

Mais recentemente foram desenvolvidas também locomotivas com turbinas a gás e com elas, chegamos aos trens de alta velocidade, capazes de atingir os 300 e nalguns casos os 400 e mais quilômetros por hora, designadamente em condições de testes.

A França foi o maior impulsionador deste tipo de trem, com o seu TGV “Train Grand Vitesse”; em 23 de Setembro de 1981 foi inaugurado o primeiro traço da linha Paris – Lyon e em 3 de Março de 2007, um TGV, atinge os 574,8 km por hora na nova linha Paris-Estrasburgo, batendo o anterior recorde de velocidade ferroviário que era de 515 km. Em 1993 é inaugurada a linha que une Paris à Bélgica, Holanda, Alemanha e ao Reino Unido através do Túnel da Mancha.

A França continua sendo a maior impulsionadora dos trens de alta velocidade, mas não foi o primeiro país a introduzi-los: 17 anos antes, no dia 1 de Outubro de 1964, os japoneses inauguraram a sua primeira linha de alta velocidade, ligando Tóquio a Osaka com as famosas locomotivas Shinkansen.

O trem, que há muito vencia o obstáculo da água através das pontes, passava agora a fazê-lo também por debaixo desta. Mas já há muito tempo que o trem tinha deixado a luz do dia para cima: o metrô, cuja característica principal é fazer o seu percurso principalmente debaixo do chão, já tinha feito a sua viagem inaugural em Londres, no longínquo ano de 1863, ainda movido por uma locomotiva a vapor. Porém em 1890, com a mudança para a energia elétrica, o metrô teve o seu grande desenvolvimento e em 1897 chegou aos Estados Unidos, e a Portugal apenas em 1959. Por não interferir com o trânsito rodoviário, por ser rápido e cada vez mais confortável, o metrô é nos dias de hoje, o meio de transporte mais popular e eficaz nas grandes cidades.

O trem de levitação magnética, mais conhecido por Maglev, são as últimas novidades na tecnologia ferroviária, embora a primeira patente de um trem de levitação magnética tenha sido registrada em 1969.


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Apesar de o tabaco já ser conhecido na América há mais de três mil anos e ter sido levado para a Europa com os primeiros navegadores, consumi-lo em forma de cigarro tornou-se hábito apenas na segunda metade do século XIX.

Desfiar o fumo de corda e enrolar em forma de cigarro era costume entre os navegadores portugueses. No entanto, o cigarro não pegou de início: nos primeiros três séculos após o descobrimento da América - e do fumo -, a moda era mesmo fumar cachimbos e charutos, além de aspirar rapé. 


A primeira fábrica de cigarros no Brasil começou em 1874, com o português José Francisco Correia, no Rio de Janeiro. Mas no século XX é que a indústria dos cigarros ganhou vigor no Brasil: foram desenvolvidos dois tipos de fábricas - as que desfiavam o fumo e as que o beneficiavam para exportação. Em 1900, o Brasil tinha fábricas em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Sergipe e Maranhão. 

Na fabricação moderna do cigarro, lâminas e talos das folhas de fumo passam por cilindros onde recebe água e vapor, misturado em diferentes proporções e acrescido de substâncias para dar sabor. Em seguida, a mistura recebe essências, resultando no fumo desfiado. 

Nas máquinas de fazer cigarros, até 16 mil são produzidos por minuto e colocados em carteiras envolvidas em películas de polipropileno. A partir daí, é embalado e levado ao consumidor. 


Via: Terra

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Usado para distrair a família em um fim de semana chuvoso na praia, para arrecadar fartas quantias nas mesas de cassinos ou mesmo para fazer previsões sobre o futuro nas tendas de cartomantes, o baralho é um instrumento de jogo conhecido há vários séculos. Conforme os historiadores, as cartas teriam surgido da Idade Média (entre os séculos V e XV).

No livro Invenções da Idade Média - Óculos, livros, bancos, botões e outras inovações geniais, Chiara Frugon afirma que, "apesar das variadas hipóteses formuladas, não se sabe com exatidão qual é a origem dos jogos de cartas; é fato que foram autêntica inovação entre os divertimentos do homem medieval e que surgiram, com certeza, na Europa do último quarto do século XIV". De acordo com a historiadora, poucos baralhos daquela época chegaram aos tempos atuais, devido à fragilidade das cartas e porque "não foram feitos para serem guardados". 


Os raros exemplares conservados pertenceram às grandes famílias da aristocracia européia e são, na realidade, cartas de tarô. "O conjunto conservado na Biblioteca Nacional de Paris e conhecido como 'tarô de Carlos VI' (1368-1422) foi produzido no final do século XV na Itália. Um outro baralho famoso por estar quase completo e pela preciosidade de sua execução (fundo de ouro, toques de prata nas armaduras e vestimentas) é o baralho 'dos Visconti', infelizmente subdividido entre a Academia Carrara de Bérgamo e a Pierpont Morgan Library de Nova York: foi feito entre 1441 (que é a data do casamento de Francesco Sforza com Bianca Visconti, filha de Fillipo Maria, duque de Milão) e 1447, ano da morte do duque", escreveu Chiara. 

Segundo a pesquisa da historiadora, desde o surgimento dos baralhos, os reis da França interessaram-se por sua fabricação, a fim de obter rendimentos fiscais do jogo. "O controle monárquico sobre esse tipo de jogo encontra seu eco na visão da sociedade fortemente hierarquizada que as cartas apresentam, onde o soberano é a figura dominante", analisa. 


Via: Terra

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Uma vez, em um tempo remoto, houve um mundo sem telefone celular. E houve uma outra época, não tão distante, em que os aparelhos, hoje pequenos e leves, pesavam cerca de um quilo e tinham praticamente o tamanho de uma régua de colégio.

egundo o professor de Engenharia João Ernandes Vieira, "quem desenvolveu o sistema de algoritmos foi William Lee, pesquisador de telecomunicações da Universidade de Nova York, que em 1983, na cidade de Chicago, promoveu a primeira aplicação da plataforma de telefonia móvel".


No entanto, o professor complementa que o advento da telefonia celular deve ser inserido em um contexto maior, de evolução da tecnologia. "A comunicação via rádio já existia há muito tempo, a grande vantagem foi reutilizar a frequência para permitir a cobertura de áreas ilimitadas", explica.

Outros nomes também são relevantes na história do telefone celular. Martin Cooper, por exemplo, foi responsável por liderar a equipe que criou o Dyna Tech, primeiro aparelho portátil, que pesava pouco menos de um quilo e media 25 centímetros. A primeira demonstração do sistema ocorreu em abril de 1973, em Nova York.

Para muita gente, no entanto, o inventor do telefone sem fio foi Nathan Stubblefield, fazendeiro norte-americano do Kentucky, que teria começado a trabalhar em sua criação em 1891. O aparelho desenvolvido Stubblefield tinha o tamanho de uma lata de lixo e chegava a alcançar 800 metros. A sua intenção era estabelecer contato entre as residências, então muito distantes umas das outras. Em 1892, ele teria feito uma demonstração pública, com música e transmissão de diálogos a cinco receptores.

No Brasil, a primeira ligação por telefone celular foi feita no Rio de Janeiro, em dezembro de 1990, ano em que o país teve cerca de 700 aparelhos habilitados. Hoje, o Brasil conta com cerca de 140 milhões de aparelhos em uso. Em todo o mundo, estima-se que existam aproximadamente 4 bilhões de celulares.

O primeiro celular


Há meio século, precisamente no dia 16 de outubro de 1956, era criado o primeiro celular, aquela época conhecido como sistema automático de telefonia móvel ou MTA como ficou conhecido.

O equipamento, inventado pela Ericsson, era bem diferente dos pequenos aparelhos portáteis de hoje, ainda que com a mesma funcionalidade. De início, a telefonia móvel era sinônimo de comunicação por meio de rádios, operando na faixa dos 160MHz, instalados em automóveis, barcos, etc. O aparelho MTA pesava nada mais, nada menos que 40 kilos.

Hoje a comunicação móvel faz parte do cotidiano de quase um terço da população mundial, sendo que 2 bilhões já conectados com o sistema GSM.





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